sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A comunicação empresaral mudou

Hoje o empresário moderno já entende que uma imagem corporativa forte é o sustentáculo de suas vendas e do relacionamento que precisa ter com a sociedade
O tratamento da imagem institucional da empresa precisa ser tão eficaz quanto a área comercial. O processo de redemocratização do País, com a vigência de uma nova Constituição, eleições diretas, fim da censura à imprensa, a vigência de um Código de Defesa do Consumidor e a participação ativa de grupos organizados da sociedade civil, vem trazendo, no bojo de uma ampla reflexão sobre os destinos da Nação, também alterações substanciais no âmbito dos organizadores empresariais na sua comunicação interna e externa.
Se antes a comunicação suficiente era aquela dirigida basicamente a dois públicos, ao governo e ao público consumidor, a abertura democrática fez despertar a participação reprimida de uma série de elementos, hoje absolutamente importante para a geração do sucesso nos negócios. O meio ambiente passou a ser rigorosamente vigiado por grupos de ecologistas e campanhas de mídia; as comunidades, onde as empresas atuam, passaram a cobrar uma participação mais ativa das companhias, além da geração de empregos e da arrecadação de impostos; o público interno transformou-se em elemento ativo na busca de canais de expressão; a imprensa livre, agora informa e forma opinião, e os consumidores passaram, mais do que antes, a aferir automaticamente, no momento da aquisição de um produto ou serviço, a qualidade de quem está por trás da marca, a idoneidade da imagem da empresa.
Nesse processo, que força uma mudança de comportamento e mentalidade das empresas, para que sobrevivam em um sistema de livre mercado, ascende de importância a comunicação empresarial institucional. Se no passado a área responsável por sua gestão era considerada como um supérfluo centro de despesas, inchado, com produção de publicações internas deslocadas da realidade, campanhas publicitárias institucionais bissextas, programas de relações públicas modestos e inadequados, a sucessão de crises econômicas do País força uma remodelação estrutural interna das empresas e a correta aferição de sua importância no organograma. Vale lembrar que, historicamente, durante muito tempo as áreas de comunicação passaram a ser as primeiras a sofrer cortes de pessoal e verbas quando a economia voltava a se aquecer, as últimas a ser reativadas.

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