sexta-feira, 6 de março de 2009

House Organs

House organ é o nome que se dá ao veículo de comunicação que circula dentro de empresas e entidades. Ele serve de porta-voz entre funcionário e patrão. Neles são divulgados eventos e fatos internos.Nos últimos tempos, as empresas têm investido em mais de um house organ, para atingirem públicos distintos. O que é algo bastante pertinente já que se pretende falar para acionistas, clientes, executivos, fornecedores. Um house organ do tipo "Bombril - mil e uma utilidades", não surte o mesmo efeito.Com a tecnologia avançada é possível encontrar nas intranet boletins eletrônicos e interativos. Outras opções são os newsletters: veículos de informação mais rápidos, com público-alvo mais definido e que procura mais informações sobre negócios, mercado ou processos de gestão.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

A comunicação empresaral mudou

Hoje o empresário moderno já entende que uma imagem corporativa forte é o sustentáculo de suas vendas e do relacionamento que precisa ter com a sociedade
O tratamento da imagem institucional da empresa precisa ser tão eficaz quanto a área comercial. O processo de redemocratização do País, com a vigência de uma nova Constituição, eleições diretas, fim da censura à imprensa, a vigência de um Código de Defesa do Consumidor e a participação ativa de grupos organizados da sociedade civil, vem trazendo, no bojo de uma ampla reflexão sobre os destinos da Nação, também alterações substanciais no âmbito dos organizadores empresariais na sua comunicação interna e externa.
Se antes a comunicação suficiente era aquela dirigida basicamente a dois públicos, ao governo e ao público consumidor, a abertura democrática fez despertar a participação reprimida de uma série de elementos, hoje absolutamente importante para a geração do sucesso nos negócios. O meio ambiente passou a ser rigorosamente vigiado por grupos de ecologistas e campanhas de mídia; as comunidades, onde as empresas atuam, passaram a cobrar uma participação mais ativa das companhias, além da geração de empregos e da arrecadação de impostos; o público interno transformou-se em elemento ativo na busca de canais de expressão; a imprensa livre, agora informa e forma opinião, e os consumidores passaram, mais do que antes, a aferir automaticamente, no momento da aquisição de um produto ou serviço, a qualidade de quem está por trás da marca, a idoneidade da imagem da empresa.
Nesse processo, que força uma mudança de comportamento e mentalidade das empresas, para que sobrevivam em um sistema de livre mercado, ascende de importância a comunicação empresarial institucional. Se no passado a área responsável por sua gestão era considerada como um supérfluo centro de despesas, inchado, com produção de publicações internas deslocadas da realidade, campanhas publicitárias institucionais bissextas, programas de relações públicas modestos e inadequados, a sucessão de crises econômicas do País força uma remodelação estrutural interna das empresas e a correta aferição de sua importância no organograma. Vale lembrar que, historicamente, durante muito tempo as áreas de comunicação passaram a ser as primeiras a sofrer cortes de pessoal e verbas quando a economia voltava a se aquecer, as últimas a ser reativadas.

Qualqer fato pode virar notícia?

Notícia é aquilo que envolve e que, de alguma forma, interessa a um coletivo, à sociedade como um todo, ou às vezes de um segmento. É a partir desses casos que a informação tem espaço no noticiário. Também poderá ser notícia aquela informação que venha a servir de modelo ou um exemplo para o público.
O jornalista não produz a notícia, ele a recebe como informação, reúne dados, elabora a matéria e a retransmite à sociedade. Quem produz a notícia são as empresas, os poderes constituídos, o setor cultural, as instituições, as corporações, enfim, todo o segmento da sociedade. Cabe à imprensa, o papel de captar a informação e transformá-la numa notícia que será de interesse coletivo, de toda a sociedade.
É preciso entender quando a informação é de interesse da imprensa e quando não é de interesse de quem a produziu. Essa informação somente será transformada notícia para um veículo quando envolve ou de algumas forma interessa o coletivo, a sociedade como um todo ou às vezes de um segmento. Somente assim terá espaço no noticiário. Outra informação que poderá ser transformada em notícia é aquela que servirá de modelo ou exemplo para o público.
Um exemplo do que seria um modelo: uma determinada empresa implanta uma ação que faz aumentar a produtividade do seu negócio e gera mais emprego, e proporciona uma renda melhor aos seus empregados. Outro: é a eleição que a revista Exame faz anualmente para mostrar quais as empresas brasileiras que são as melhores empregadoras. Essas são notícias,não só positivas porque agregam valor à imagem empresarial, como atraem atenção do jornalista.
As notícias serão positivas ou negativas dependendo do que a empresa esteja fazendo pelo bem coletivo, pelo atendimento do serviço. Aí entra a luta pela busca da qualidade e da preservação da imagem, um trabalho exclusivo da empresa. A imprensa tem um papel de defensor dos interesses da sociedade. Cabe aos segmentos da sociedade saber respeitar os direitos individuais e do coletivo.

Uma assessoria de imprensa paga pelo espaço editorial?

Uma de suas grandes virtudes é que, por menor que seja, a notícia é sempre reconhecida como a verdade, uma informação validada pela imprensa, isenta de qualquer dado de favorecimento à empresa. É neste espaço que se constrói definiticamente a credibilidade de uma empresa e de seus produtos e é neste ponto que pode-se ratificar a importância do trabalho de uma assessoria de imprensa.

Como são criadas as pautas nas redações?

As redações funcionam em horários muito diferenciados e os seus profissionais têm, cada um, a sua função e uma hierárquia. Para agilizar o funcionamento de uma redação e apuração das matérias, existe um departamento que se chama produção de pauta, coordenada por uma chefia de reportagem. O jornalista desse setor, começa a trabalhar muito cedo, informa-se sobre as noticias locais, nacionais e mundiais para se inteirar dos fatos, e não perde o noticiário das TVs e está sempre ligado nas rádios.
É o ''pauteiro'' - designação desse profissional - quem comanda o levantamento das informações, primeiramente, que vão se transformar em matérias, reportagens especiais; faz contatos com fontes, entidades, instituições, órgãos públicos, empresas, etc, para checar os fatos. Cabe a ele marcar horário para entrevistas, providenciar fotos, fazer levantamentos históricos, procurar documentos. Enfim, o ''pauteiro'' é quem agiliza o levantamento dos fatos.
Prepara a pauta com tudo o que já levantou, para ajudar o repórter que vai para a rua, fazer as entrevistas, verificar a notícia in loco. Dá orientações e encaminhamentos. Dicas: - Não cometa o equívoco de pedir ao repórter para ler a pauta que recebeu. Pauta é um documento interno de relacionamento entre a produção de notícias, o editor e o repórter. As informações contidas nele só interessam ao repórter.
- Quando atender ao `pauteiro` ou o repórter, nunca pergunte `qual é a pauta`, mas sim, qual o assunto. Depois providencie as informações, de forma a tê-las em mãos para quando for atender o jornalista.
- Não é nenhum crime não saber informar ou não ter de imediato o que o jornalista solicita. Apenas peça tempo para que possa se inteirar dos fatos, fazer os levantamentos, mas sempre em tempo hábil. Notícia é para `agora`, não para a semana que vem. Seja rápido e não negue as informações.
- Transparência é a palavra de ordem. Ser gentil e atencioso são ótimos comportamentos para um bom relacionamento com a imprensa, que apenas está cumprindo o seu papel social.

Topicos para entender sobre divulgação Jornalística

O nome e a reputação da empresa e dos produtos são o maior patrimônio de uma companhia, pois todas as vendas são influenciadas pela imagem que construiu. Mais ainda: o grau de familiaridade e o tipo de reputação conquistados pelo nome da empresa são importantíssimos para qualquer instituição, mesmo que ela não trate diretamente com o público. Todos nós somos influenciados pela reputação quando escolhemos o que comprar ou decidimos a quem nos associar.A imagem de sua empresa, de seu produto ou serviço pode ser rapidamente detectada na última linha das demonstrações financeiras, aquela que mostra lucro ou melhores uma boa imagem. Uma boa imagem reflete bons lucros.
Mas o que é exatamente a imagem de uma empresa? Um cliente novo uma vez me disse: `A primeira coisa que eu quero é que você faça uma fotografia da nossa empresa` . Isso me embatucou.Como assim? O que significa fotografar uma empresa? Fazer fotos do prédio? Fotografar os funcionários trabalhando em suas mesas? Tirar instantâneos nas festas? Fazer um retrato do presidente; talvez de todos os executivos? Fotografar todos os produtos? Fotografar a cotação na Bolsa no encerramento de um dia qualquer? Se for uma empresa multinacional, você tira fotos por todos os lados: Estados Unidos , Inglaterra, França, Alemanha, Canada, Japão?
A melhor ''foto'' é uma imagem ou percepção da empresaNa verdade, a ''fotografia'' ou ''imagem'' de uma empresa é a soma de todas essas coisas – e outras mais. Tudo o que está ligado a uma empresa e seus produtos ou serviços contribui para imagem, inclusive as pessoas. Portanto, cada coisa ou detalhe cria uma `fotografia` por vez – verbal e também visual -, e tudo isso mistura ao longo do tempo na mente do público. Aliás, não é bem na mente do público, mas na sua ou na minha mente, pois cada pessoal tem uma imagem diferente de uma empresa ou produto, dependendo de experiências, preferências e preconceitos.
A divulgação jornalística ajuda a criar uma imagem por vezComo você já sabe, a divulgação jornalística usa todos os meios possíveis, verbais e visuais, para alcançar um objetivo de relações públicas.
Faça fotos da nova sede, que é maior e mais bonita, se quiser inculcar em seus vários públicos a idéia de que a sua empresa é florescente e bem-sucedida.Faça instantâneos de funcionários realizando operações que sejam exclusivas da sua empresa.Fotografe as pessoas em uma festa se desejar `humanizar` uma empresa com fama de ser fria e inacessívelFaça um retrato do presidente e de outros altos executivos se quiser mostrar que você tem o melhor pessoal da indústria.Fotografe todos os seus produtos se quiser que a boa reputação de um deles se irradie para todos os outros.Faça fotos em vários países do mundo se empresa for global e você desejar que vários públicos registrem aceitação mundial da companhia e de seus produtos ou serviços.
É fácil perceber que o prestígio proporcionado pela divulgação jornalística certa pode não só ajudá-lo a vender produtos e serviços, mas também atrair revendedores e os melhores funcionários, deixar os acionistas felizes proteger a empresa de outras que usam a redução de preços para concorrer com a sua e ajudá–lo a lançar com sucesso novos produtos.
Por que a divulgação jornalística é eficaz na construção da imagem?Longe de subestimar a propaganda, mas é raro não passar ao menos uma vez pela cabeça das pessoas que o espaço publicitário é pago. E portanto, que a empresa usa esse espaço para dizer só o que lhe convém.
Porém, quando se trata de notícia ou reportagem nas seções editoriais de uma publicação ou de entrevista em rádio ou televisão, a coisa muda totalmente de figura. Por quê? Porque todos sabem que o espaço editorial não é pago e porque a maioria das pessoas acredita no que a mídia diz. Certo?
Vale ressalta que, no Brasil, a coisa não é tão simples. Pesquisas de opinião realizadas por diferentes institutos e em épocas variadas indicam que a credibilidade da mídia não é das mais altas. Ainda assim, é claro que a matéria jornalística tem sempre mais impacto – e, portanto, mais credibilidade – em comparação com um anúncio, que é advocacia em causa própria e em espaço comprado.A mídia não é uma panacéiaSeria ótimo se a imagem criada pela divulgação jornalística pudesse curar todos os males, mas não pode – pelo menos não durante muito tempo. A mídia não é tola e os consumidores também não. Por mais maravilhosa que seja sua divulgação jornalística, ela não consegue manter nas alturas por muito tempo um produto inferior ou um serviço falho. Ela não consegue apagar uma imagem criada por funcionários agressivos ou desonestos. A divulgação jornalística pode lhe dar uma vantagem momentânea, mas isso não vai durar, a não ser que você modifique os fatos, para que eles correspondam à divulgação.
Se quiser que a divulgação trabalhe a seu favor, se pretender que ela melhore sua imagem junto aos vários públicos, é bom ter certeza de que você é aquilo que afirma ser.

Fonte: Divulgação Jornalística e Relações Públicas, de Doroth I. Doty.

O que é Assessoria de Iprensa?

Um olhar rápido pode definir muito bem o cenário que está à nossa frente. É preciso estar atento o tempo todo. Uma Assessoria de Imprensa, longe de executar uma tarefa rotineira, enfadonha e repetitiva, exige conhecimento técnicos e uma consciência ética de suas influências na opinião pública. É uma área que exige muito, ao contrário do que muitos possam pensar, pois requer do profissional de que comunicação uma sistematização que lhe possibilite exercer a função com segurança e correção.
A mordernização da sociedade trouxe ao ser humano a necessidade de obter cada vez mais informação, o que, em larga escala, levou ao desenvolvimento dos meios de comunicação de massa. Essa situação também fez com que os indivíduos e organizações passassem a vislumbrar no noticiário transmitido por jornais, revistas, emissoras de rádio, de televisão e na rede mundial de computadores a sua grande possibilidade de divulgar fatos e opiniões para a sociedade. Para intermediar e aprimorar esse processo, surgiu a Assessoria de Imprensa que, apesar do nome sugerir, não está a serviço da imprensa mas faz contato a partir da empresa e se relaciona permanente com ela. Porém, engana-se quem imagina que o trabalho de uma Assessoria de Imprensa se restringe apenas ao envio de texto para as redações de jornais e de sua eventual publicação.
As empresas compreenderam que é preciso trabalhar a comunicação integrada à organização. Antes, o trabalho de Assessoria de Imprensa era visto somente como uma tarefa de ser relacionar com mídia. Hoje, a comunicação engloba clientes, acionistas, fornecedores e funcionários. Houve uma sofisticação dessas relações, partindo de uma idéia simples, a de comunicação é diálogo exige transparência.

Fonte: Assessoria de Imprensa - Como Fazer, de Ribaldo Chinem